Trotamundos

by Forró Miór

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credits

released September 22, 2016

On all tracks:
Nicolás Farruggia – guitar and voice
Alberto Becucci – accordion
Timoteo Grignani – percussions
Rolando Semedo – bass (except on track 10)

Recorded by Gonçalo Bilé
Mixed by Dominique Borda
Mastered by Ary
Cover art by Nuno Saraiva

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Forró Miór Lisbon, Portugal

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Track Name: Pau de Arara
Pau de arara
(Luiz Gonzaga – Guio de Moraes)

Quando eu vim do sertão,
seu moço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão
Track Name: Fuso
Fuso
(Paula Duarte – Nicolás Farruggia)

Aqui é noite, aí madruga
Meu corpo pede tuas mãos em mim
Mas você dorme e o dia nasce
Aqui já é tarde, eu durmo enfim
Eu sou nascente no seu poente
Te quero junto e o fuso
Invade difuso bate meu
Céu no seu

Meu sol é lua com fuso
Abuso, te abduzo pro colo meu
E quando eu lua te quero sol
Sem fuso eu uso do sonho, anzol
Me faço intruso e viro as horas
No teu lençol: laggiù di notte,

Aqui madrugada pagã
Teço o tempo de te encontrar
Terço a tempo, corro pra trás
A ver si te alcanzo no teu lugar
Mas vem o fuso: Me esquento, infuso

Me enfeito e danço
Bulir, girar
Desnudo as horas
Espero fora
E enfim me lanço
Pra te ancorar
Em ti eu pouso
Bulir, girar
Medindo os tempos
Sem mais demora
Fusão de ventos
Eterno gozo

Mesclando língua lugar e fuso
Meu hoje, ontem, é de manhã
Sentirte cerca, verte en un sueño
Averti insonne, bailando em mim
E qui confuso, del tempo abuso
Altero o fuso, do amor sem fim
Track Name: Chiclete com Banana
Chiclete com Banana
(Gordurinha – Almira Castilho)

Só ponho bebop no meu samba
Quando o tio Sam pegar no tamborim
Quando ele bater no pandeiro e no zabumba
Quando ele entender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim

Bebop, Bebop, Bebop
Quero ver a grande confusão
Bebop, Bebop, Bebop,
É o samba-rock, meu irmão

Mas em compensação
Quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão
Quero ver o tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
Track Name: Água de Remanso
Água de remanso
(Music by Nicolás Farruggia over an existing poem by Thiago de Mello)

Cismo o sereno silêncio:
sou: estou humanamente
em paz comigo: ternura.

Paz que dói, de tanta.
Mas orvalho. Em seu bojo
estou e vou, como sou.

Ternura: maneira funda,
cristalina do meu ser.
Água de remanso, mansa
brisa, luz de amanhecer.

Nunca é a mágoa mordendo.
Jamais a turva esquivança,
o apego ao cinzento, ao úmido,
a concha que aquece na alma
uma brasa de malogro.
Track Name: Flor-de-lis Boa!
Flor-de-lis Boa!
(Lyrics: Nizaldo Costa - Music: Alberto Becucci & Nicolás Farruggia)

Lá vem ela lá
Lá vem ela lá
Flor-de-Lis
Flor-de-Lis boa!

A tigresa portuguesa
Só veste vestido de lua
É fogueira acesa
Se despe fica toda nua

Lá vai ela lá / Lá vai ela lá
Marinheira do mar sem fim
Ribeira do mar em mim
Tainheira cor de marfim
Flor-de-lis, Flor-de-lis

Requebro e remelexo
De cair o queixo
Dança e balança
E eu não me queixo
Me molha, se me olha assim de soslaio
Rola e rebola a banda e o balaio
Track Name: Súplica Cearense
Súplica Cearense
(Gordurinha – Nelinho)

Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há

Senhor, pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
Track Name: Pasqualino Marajá
Pasqualino Marajá
(Domenico Modugno – Franco Migliacci)

Un certo Pasqualino pescatore,
viveva in assoluta povertà:
però sentiva sempre in fondo al cuore
qualcosa che diceva: "Un dì verrà!"

E un bel dì giunse a Sorrento
una principessa indiana
sopra un grosso bastimento :
la bellissima Kalì.
Pasqualino la guardò
E Kalì s'innamorò
ed in India lo portò...

Pasqualino Marajà,
a cavallo all'elefante,
con in testa un gran turbante,
per la jungla se ne va.
Pasqualino Marajà
non lavora e non fa niente :
fra i misteri dell'Oriente
fa il nababbo tra gli indù
Ulla! Ulla! La..

Pasqualino Marajà
non lavora e non fa niente:
fra i misteri dell'Oriente
fa il nababbo tra gli indù,
Ulla! Ulla! La.

Cento casse
di diamanti grossi grossi...
mentre principi potenti
gli s'inchinano davanti,
lui si fuma il narghilé.
Eh! Eh! Eh!

Pasqualino Marajà
ha insegnato a far la pizza,
tutta l'India ne va pazza,
solo pizza vuol mangiar!
Pasqualino Marajà
ha imparato a far l'indiano
ma, da buon napoletano,
chiama tutti :"Ué, paisà!"
Ulla! Ulla! La.
Track Name: El Cosechero
El Cosechero
(Ramón Ayala)

El viejo río que va
Cruzando el amanecer
Como un gran camalotal
Lleva la balsa en su loco vaivén

Rumbo a la cosecha cosechero yo seré
Y entre copos blancos mi esperanza cantare
Con manos curtidas dejare en el algodón
Mi corazón.

La tierra del chaco quebrachera y montaraz
Romperá en mi sangre con un ronco sapucay
Y será en el surco mi sombrero bajo el sol
Faro de luz

Algodón que se va... que se va.. que se va...
Plata blanda mojada de luna y sudor
Un ranchito borracho de sueños y amor
Quiero yo

De corrientes vengo yo
Barranquera ya se ve
Y en la costa un acordeón
Gimiendo va su lento chamamé

Rumbo a la cosecha...
Track Name: Roendo Unha
Roendo Unha
(Luiz Gonzaga – Luiz Ramalho)

Quando vinvin cantou
Corri pra ver você
Atrás da serra, o sol
Estava pra se esconder
Quando você partiu
Eu não esqueço mais
Meu coração, amor,
Partiu atrás

Vivo com os olho na ladeira
Quando vejo uma poeira
Penso logo que é você

Ando de orelha levantada
Para o lado da estrada
Que atravessa o muçambê
Olha, já estou roendo unha
A saudade é testemunha
Do que agora vou dizer

Quando na janela
Me debruço
O meu cantar é um soluço
A galopar no maçapê
Track Name: Vendedor de Caranguejo
Vendedor de caranguejo
(Gordurinha)

Caranguejo Uçá
Caranguejo Uçá
Apanho ele na lama
E boto no meu caçuá

Tem caranguejo
Tem gordo guaiamum
Cada corda de dez

Eu dou mais um
Eu dou mais um
Eu dou mais um
Cada corda de dez
Eu dou mais um

Eu perdi a mocidade
Com os pés sujos de lama
Eu fiquei analfabeto
Mas meus filho criou fama
Pelo gosto dos menino
Pelo gosto da mulher
Eu já ia descansar
Não sujava mais os pé
Os bichinho tão criado
Satisfiz o meu desejo
Eu podia descansar
Mas continuo vendendo caranguejo
Track Name: Fico Leve
Fico leve
(Lyrics: Rudson Costa – Music: Nicolás Farruggia)

Sei que só detecta quem sabe ver
Os finos contornos que desenham você
Sei que só percebe quem sabe ouvir
Os sinos-badalos que anunciam a ti
Sei que só percebe quem sabe ouvir
Toda vibração cromática de tua cores entre si.

Então
Se estou no céu estou contigo
Fico leve si te levo comigo
Se estou no céu estou contigo
Fico leve...
Track Name: Marujada
Marujada
(Lyrics: Flávio Assis – Music: Nicolás Farruggia)

Marujada voltou
Sete meses marujar
Saudade é sede dessa menina
Bebendo água do mar
Saudade é sede dessa menina
Bebendo água do mar

Lá na pedra do porto
Janaína alumia
Os olhos morenos
Cansados de nem marejar
Da moça
Espera curtida na maresia
Marujo tem fome tirana
Navega até sossegar

Marujada voltou..

Nos braços sedentos de outro
A saudade silencia
Nos olhos a triste promessa
De sempre voltar
Mas diz um ditado antigo
Do mar da Bahia

Marujo segura no leme
Quem navega é o mar

Alta noite marujada de manhã
Vela acesa, vento leva
Reza, chega na maré

Quem navega é o mar
Marujo segura no leme
Mas quem navega é o mar
Track Name: Festa
Festa
(Gonzaguinha)

Sol vermelho é bonito de se ver,
Lua nova no alto que beleza,
Céu limpinho é bonito e a natureza,
Em visão que tem muito de prazer,

Mas bonito pra mim é céu cinzento,
Com clarão entoando o seu refrão,
Prenúncio que vem trazendo o alento,
Da chegada da chuva no sertão,

Ver a terra rachada amolecendo,
A terra ante os pobre enriquecendo,
O milho pro céu apontando,
Feijão pelo chão enramando,

E depois pela safra que alegria,
Ver o povo todinho num vulcão,
A negrada caindo na folia,
Esquecendo das magoas sem lundu,

Belo é o recife pegando fogo,
Na pisada do maracatu
Track Name: Mornaião
Music by Alberto Becucci

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